Todas as formas
com perfeição,
todas as curvas
com simetria,
todos os rostos
com áureas azuis.
Um olhar, inquieto,
persegue-me por onde eu vou.
Um mundo
maravilhosamente lindo
forma-se em minha mente,
e sem saber o por quê,
faz-se presente em minha obra,
em minha vida.
Sinto-me
como se tivesse renascido,
voltado à vida,
e sendo assim,
o que antes,
por mim era chamado de vida,
não passava de um gozo,
uma parte infinitamente menor,
de minha ligação com algo maior,
a vida, o amor.
A vida, que não mais,
saberia viver sem,
e o amor a tudo que é belo,
ou ao que, através de minha arte,
se torne assim.

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